
Tema deste artigo: prevenção da corrupção.
Existe uma nova realidade na combate à corrupção na União Europeia e, Portugal enquanto membro não fica de fora. Pelo contrário, foi dos primeiros membros a transcrever a Diretiva (UE) 2019/1937 do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa à proteção das pessoas que denunciam violações do direito da União, para a Lei n.º 93/2021, de 20 de junho, a qual estabelece o Regime Geral de Proteção dos Denunciantes de Infrações (RGPDi), bem como definiu e aplicou a Estratégia Nacional contra a Corrupção, Decreto-Lei n.º 109-E/2021 Regulamento Geral de Proteção contra a Corrupção (RGPC) e, com a entrada em vigor de ambos os diplomas no passado mês de Junho 2022.
Ambas as leis contra a Corrupção são relevantes, porque é reconhecido que a fraude, a corrupção e as irregularidades em geral na sociedade e nas organizações são fenómenos que provocam danos de natureza diversa e atingem quase todos os setores de atividade.
A implementação de ambos os normativos – RGPC e RGPDi – é obrigatório para as entidades públicas que empreguem mais de 50 trabalhadores e mais de 10.000 habitantes (Ex: Autarquias) e entidades privadas que empreguem mais de 50 trabalhadores, bem como demais entidades privadas abrangidas nos regimes de exceção, aqui independentemente do nº de colaboradores – (ex: Imobiliárias, financeiras, seguros, etc.).
Torna-se assim claro que, independentemente da sua obrigatoriedade, a implementação dos normativos aporta uma nova visão do problema, porque:
· Aumenta a coerência e valida os valores da ética enquanto referenciais de integridade nas sociedades;
· Aumenta a confiança dos indivíduos no cumprimento das expectativas nas suas relações sociais quotidianas;
· Aumenta a credibilidade das instituições e o reforço da relação de confiança junto dos cidadãos no setor público;
· Aumenta a credibilidade dos clientes e também da concorrência, em organizações do setor privado;
· Vigia de modo holístico a economia e a preservação do património material das organizações em geral, bem como a deteção da fraude fiscal e lavagem de dinheiro;
A implementação do programa de cumprimento normativo obrigatório nas organizações, deve observar as seguintes necessidades:
1 – Adoção de um plano de prevenção de riscos de corrupção e infrações conexas, o qual deve ser atualizado a cada três anos e ou sempre que as alterações ao nível da estrutura organizacional da entidade o evidenciem;
2 – Adoção de Código de Conduta na organização;
3 – Programa de Formação Interno à organização;
4 – Incorporação de Canal de Denúncias, com a obrigatoriedade de receção de denúncias em Confidencialidade e ou Anonimização do denunciante;
5 – Nomeação de um Responsável pelo cumprimento do normativo e respetivo tratamento das denúncias;
6 – Tratamento das Denúncias por equipa dedicada (Outsourcing e ou interna à organização);

A necessidade de estar em “total conformidade” com o normativo legal e “Privacidade”com o Regulamento Geral de Proteção de Dados, garantido de forma “irrefutável” ao denunciante, a total “Confidencialidade” e “Anonimização” da denúncia, só é possível com uma plataforma que garanta a Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade e Privacidade dos processos.
A utilização de aplicações com baixo nível de segurança ou outros meios manuais de recolha e tratamento de denúncias, podem ser facilmente comprometidos e na nossa opinião não estão de acordo com o normativo legal e facilmente podem ser contestados por peritos.
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Em síntese, prevenção da corrupção é um tema que exige acompanhamento contínuo. Ao aplicar o que aqui se explica sobre prevenção da corrupção, a organização reforça a conformidade, protege quem denuncia e reduz riscos jurídicos.
Em resumo, prevenção da corrupção exige processos claros, responsabilidades definidas e revisão periódica. Organizações que tratam prevenção da corrupção de forma consistente reduzem riscos e demonstram boas práticas perante clientes e autoridades.